E foi, assim.
Depois de tudo que não viveram.
(Sussy)
E foi, assim.
Depois de tudo que não viveram.
Que eles começaram a contar no calendário datas e dias que perderam.
Tinha um sábado no qual não saíram da frente da Tv.
E tinha invernos que não foram ao chalé. Com medo de gastar.
Tinha verões inteiros desperdiçados com cursos que não dava para adiar.
Manhãs inteiras perdidas na frente do computador.
Tinha finais de semana em que precisaram trabalhar.
E madrugadas inteiras quando perderam a chance de falar.
(Leo Santos)
E foi assim.
Depois de tudo que não perderam.
E de tudo que deixaram de ganhar.
E foi assim que o álbum continuou vazio.
E os embrulhos, com seus laços.
Os olhares sem seus ecos.
Os risos, sem abraços.
(Sussy)
E foi assim até que deixou de ser.
Quando um dia acordaram sem lembrar.
E não sabiam o que fazer.
Não lembravam seus nomes.
Não conseguiam se lembrar.
E aqueles rostos sem memória no espelho.
Começaram a se regostar.
Não tinham mágoas. Não havia rancor.
E foi assim, que o amor voltou.
(Leo Santos)
E foi, assim. Ele voltou.
E assim era, já perto demais.
Já não era ele, o amor.
Era outro, a mesma roupa, a mesma dor.
E se olharam e se ouviram.
Mas já não eram, não durou.
Um cisco nos olhos.
Um risco nos olhos.
Uma lágrima que gritou.
(Sussy)
sexta-feira, março 14, 2008
segunda-feira, março 10, 2008
,
Olhei no seu olho e me espantei quando me vi.
Eu estava lá, lá dentro.
E me vendo em você pude te ver em mim.
E me assustei, sim.
E mal senti quando fiquei parada e você foi como da outra vez.
Foi pra perto de mim e eu não me lembro mais pra onde fui.
Acho que para o lugar de antes, onde você uma vez tentou me alcançar.
Eu me lembro de te ouvir e de deixar você desistir quando estava tão perto.
Eu fui cruel a ponto de me punir, deixando você me deixar lá.
Só que dessa vez eu olhei no seu olho e vi você em mim.
Eu estava ali, com todas as pistas que esqueci de deixar no caminho
e que você conseguiu juntar.
Eu estava lá, lá dentro.
E me vendo em você pude te ver em mim.
E me assustei, sim.
E mal senti quando fiquei parada e você foi como da outra vez.
Foi pra perto de mim e eu não me lembro mais pra onde fui.
Acho que para o lugar de antes, onde você uma vez tentou me alcançar.
Eu me lembro de te ouvir e de deixar você desistir quando estava tão perto.
Eu fui cruel a ponto de me punir, deixando você me deixar lá.
Só que dessa vez eu olhei no seu olho e vi você em mim.
Eu estava ali, com todas as pistas que esqueci de deixar no caminho
e que você conseguiu juntar.
quarta-feira, março 05, 2008
Só, rir.
Na casa do sr. Tristão era tudo fechado.
Os olhos, o ouvido, o andado.
A casa do lado era da dona Alegrinha,
Das boas novas se intitulou a madrinha.
Corria pra contar, gritava a 4 cantos, 7 notas e todos os instrumentos musicais.
Mas do sr. Tristão ouvia o de sempre: muitos ais.
Dona Alegrinha se zangava e não sabia
que na verdade era ele quem doía.
Uma ferida bem guardada, cicatrizada em calmaria,
ferroava seu pobre rosto
toda vez que ele sorria.
Os olhos, o ouvido, o andado.
A casa do lado era da dona Alegrinha,
Das boas novas se intitulou a madrinha.
Corria pra contar, gritava a 4 cantos, 7 notas e todos os instrumentos musicais.
Mas do sr. Tristão ouvia o de sempre: muitos ais.
Dona Alegrinha se zangava e não sabia
que na verdade era ele quem doía.
Uma ferida bem guardada, cicatrizada em calmaria,
ferroava seu pobre rosto
toda vez que ele sorria.
Perto
Terremotos acontecem a remoto.
Abalos fortes, mas tão fortes a ponto de tudo permanecer no lugar.
Abalos fortes, mas tão fortes a ponto de tudo permanecer no lugar.
domingo, fevereiro 17, 2008
Bolsa de valores
Vamos?! Estou esperando... O que vocês estão fazendo aí dentro? Quero vocês aqui fora, agora! Desculpa, não sou a chefe de vocês, eu sei. É que essa coisa toda ainda me confunde. Vamos, por favor; tenho tanta coisa pra fazer. Já sei, é ciúme, né?! Não precisam ficar com ciúmes não. Eu amo vocês mil vezes mais. Não, não estou fazendo contas de novo. É só uma maneira de falar... Eu não mudei minha “maneira de falar”. Eu sempre disse isso. Culpa minha? Fiz tudo acreditando em vocês. E agora estão me deixando. Olha só, estou aos prantos e não consigo derramar uma lágrima. Não podem ir embora assim, sem mais nem menos. Não... Isso não é sinal de nada, que coisa... Olha aí! Vocês me sumindo de novo. Eu preciso de vocês. Não, eu pensei nisso antes sim. Coloquei vocês cuidadosamente na bolsa, vocês lembram que eu até chorei numa proporção incalculável. Já disse que é maneira de falar. Juros que não vou repetir. Eu não disse juros, disse juro, prometo... Nossa, vocês estão muito literais. Estamos perdendo muito tempo, e vocês sabem: “times is...”. Desculpa. Tudo bem, eu deixei vocês muito tempo aí, mas é que foi tanta correria... Não, eu não gosto mais deles... Os números são frios, denotativos. No dia que acharem que não estão rendendo comigo, simplesmente me deixam, vazia. Vocês não, são diferentes, é com vocês que eu conto quando eu mais preciso... Não, não sejam literais de novo! Olha aí, estou chorando... Estou chorando!! Obrigada... Não tenho palavras para agradecer... Quer dizer, agora eu tenho! Mas depois eu falo, estamos atrasadas.
sábado, fevereiro 09, 2008
quinta-feira, janeiro 24, 2008
Coisa de quem?
- Aonde a gente tá indo?
- Pra lá. Não é o combinado?
- Eu não combinei nada.
- Combinaram pra gente.
- Eu não tô sabendo, só tô indo...
- É o que você sempre pensa.
- Sempre o grande controlador, né?!
- Não acredito em você.
- Eu que não acredito em você.
- Essa eterna mania de achar que tudo tem um porquê...
- Claro que tem. Inclusive essa conversa.
- Lá vem você de novo.
- Shhhhh... Quieto. Ela vem vindo.
- Depressa... É a vez de quem?
- Par...
- Impar...
E assim, num golpe de sorte, o Acaso e o Destino disputam cada segundo da sua vida.
- Pra lá. Não é o combinado?
- Eu não combinei nada.
- Combinaram pra gente.
- Eu não tô sabendo, só tô indo...
- É o que você sempre pensa.
- Sempre o grande controlador, né?!
- Não acredito em você.
- Eu que não acredito em você.
- Essa eterna mania de achar que tudo tem um porquê...
- Claro que tem. Inclusive essa conversa.
- Lá vem você de novo.
- Shhhhh... Quieto. Ela vem vindo.
- Depressa... É a vez de quem?
- Par...
- Impar...
E assim, num golpe de sorte, o Acaso e o Destino disputam cada segundo da sua vida.
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