Você tentou me matar de novo.
Vejo suas mãos sujas de lágrimas e seus olhos perdidos.
Sei que pensa em fugir, mas não vai conseguir ser um foragido de si mesmo.
Não se preocupe. Você não está sendo julgado, nem o será.
Provavelmente porque o Meritíssimo também seja um saudacida como você.
(Depois ainda perguntam por que estou sempre cercada de bombas-relógio - tum-tum, tum-tum, tum-tum - não é fácil ser perseguida o tempo todo).
E mesmo assim, eu sempre volto. Chego desse tamanhozinho e você me alimenta até não conseguir mais me carregar. E aí... ai ai.
Sei que você pensa que eu vou te matar e age em legítima defesa, mas não entendo de onde você tirou isso.
Preciso do meu complemento, do meu ‘de’.
Eu sim sou intransitiva.
E antes que você olhe de novo para aquele saco preto vou repetir: eu não morro, entro em coma.
É melhor se acostumar comigo de uma vez por todas.
Você nunca vai conseguir me matar.
Eternamente de você, Saudade.
segunda-feira, dezembro 29, 2008
domingo, novembro 30, 2008
domingo, novembro 16, 2008
Dispersão
Meu espírito e meu corpo têm algum problema de agenda.
Nunca conseguem estar no mesmo lugar.
Preciso resolver esse desencontro em mim, antes que eles briguem e rompam de vez.
Nunca conseguem estar no mesmo lugar.
Preciso resolver esse desencontro em mim, antes que eles briguem e rompam de vez.
segunda-feira, novembro 10, 2008
quinta-feira, outubro 02, 2008
Indefinições
Medo
O ‘não’ cochichado no ouvido.
Coragem
Cera no ouvido.
Saudade
A memória com câimbra.
Solidão
Choro sem lenço.
O ‘não’ cochichado no ouvido.
Coragem
Cera no ouvido.
Saudade
A memória com câimbra.
Solidão
Choro sem lenço.
sábado, setembro 27, 2008
Tempos modernos
Eram olhos tristes e grandes. Mesmo quando baixos.
Era uma boca semi-sempre-aberta.
Era riso fácil. Amarelo. Vermelho. Alto. Era silêncio.
E ouvidos atentos.
O nariz inquieto. A língua lima.
O cabelo lacre de pacote frágil.
Era uma imagem em movimento.
Vida-cinema-mudo.
Era uma boca semi-sempre-aberta.
Era riso fácil. Amarelo. Vermelho. Alto. Era silêncio.
E ouvidos atentos.
O nariz inquieto. A língua lima.
O cabelo lacre de pacote frágil.
Era uma imagem em movimento.
Vida-cinema-mudo.
segunda-feira, setembro 22, 2008
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